É mais um episódio da novela do escândalo de espionagem da Renault. A Renault admitiu hoje publicamente ter acusado injustamente três funcionários de topo no âmbito da fuga de segredos da empresa. A marca francesa apresenta agora as suas “sinceras desculpas e arrependimento” aos três executivos, acusados de espionagem industrial.
Em comunicado, a marca francesa, afirma que o seu presidente executivo, Carlos Ghosn e o seu director executivo, Patrick Pelata, «apresentam as suas mais sinceras desculpas» aos três visados pelas acusações, Michel Balthazard, Bertrand Rochette e Matthieu Tenenbaum.
O mesmo comunicado acrescenta que serão feitas reparações aos três executivos e que “a sua honra será restaurada”, bem como será reconhecido “o mal causado aos visados e suas famílias”.
A empresa acusou em Janeiro Michel Balthazard, Bertrand Rochette e Matthieu Tenenbaum de terem recebido dinheiro em contas em bancos estrangeiros em troca de informações relativas ao programa de carros eléctricos no valor de 4 mil milhões.
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