Renault ZOE: a democratizaçao do automovel eléctrico

Publicado em 19 de Julho de 2013 |

Com a chegada ao mercado do Renault ZOE, a Renault dá início a uma nova era: o da democratização da mobilidade eléctrica! Afinal, é o automóvel 100% eléctrico mais acessível do mercado e sem que isso seja sinónimo de cedências em domínios tão importantes quanto habitabilidade, tecnologia e até design. Talvez por isso mesmo é que, em apenas três meses, já tenham sido comercializadas mais de 6.000 unidades do Renault ZOE na Europa!

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Na realidade, não é difícil sentirmo-nos atraídos pelo Renault ZOE. Um compacto com linhas bem modernas e com uma identidade muito própria, bem de acordo com a nova imagem de design da Renault. As linhas fluídas e equilibradas parecem ter sido inspiradas numa gota de água e não faltam os discretos, mas bem conseguidos, pormenores que imediatamente o remetem para o universo dos automóveis eléctricos. Nesse sentido, destaque para a presença do azul “eléctrico” nos faróis dianteiros e traseiros, bem como no logo Renault de grandes proporções situado na grelha dianteira.

Um habitáculo relaxante

Uma vez no habitáculo, o conceito 100% eléctrico ainda é mais evidente e não apenas em detalhes. A assinatura Z.E. está em destaque na alavanca da caixa e no encosto de cabeça do condutor. A título de curiosidade, refira-se que os bancos recebem um tratamento anti-nódoas em Teflon® para uma limpeza fácil. A luminosidade é surpreendente e o ambiente a bordo transmite uma curiosa sensação de pureza e de relaxamento excepcionalmente bem adaptada a um automóvel Zero Emissões.

Já o ecrã TFT (Thin Film Transistor) do painel de instrumentos e o ecrã de 7” da consola central do Renault R-Link imediatamente nos recordam que o Renault ZOE é, claramente, um bom exemplo do trabalho que a Renault tem desenvolvido em dotar a sua gama com tecnologia de ponta. O primeiro permite ao condutor uma leitura constante dos parâmetros relacionados com o estilo de condução e a autonomia do automóvel, tendo a particularidade de mudar a cor de fundo, em função do estilo de condução que é adoptado: verde para condução ecológica, azul para condução neutra e violeta para um estilo de condução mais desportiva.

Quanto ao R-Link, é o mesmo sistema que equipa outros modelos da Renault (com uma série de funções multimédia como navegação, rádio, telefone e audiostreaming Bluetooth®, entradas para aparelhos portáteis, serviços online), mas também funções especificamente dedicadas à condução de um automóvel eléctrico. O sistema de navegação TomTom® Z.E. LIVE afixa, em imagem gráfica, a autonomia do veículo. Quando é introduzido um destino, o sistema informa, desde logo, se o automóvel tem autonomia suficiente para o atingir. Caso não tenha, o sistema indica o caminho para a estação de carregamento mais próxima. O sistema pode, igualmente, sugerir o trajecto mais económico em termos de energia e mostrar as estações de carregamento (através do TomTom®) no mapa (dependendo da localização geográfica do veículo ou do destino).

Conforto irrepreensível e o boicote à bomba de gasolina!

Uma vez ao volante do Renault ZOE, as sensações para o condutor e passageiros não podiam ser melhores… As tensões do dia-a-dia desvanecem-se no conforto, na facilidade de condução, no silêncio. Como que há um apelo aos sentidos, para um pleno desfrutar da paisagem, da arquitectura, de todos aqueles pormenores que deixamos escapar na azáfama diária…

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Na realidade, com o Renault ZOE, o apelo à evasão é constante, até por outro factor não menos importante: não há o estigma da bomba de gasolina! Um café e um pastel de nata saem mais caros do que uma viagem de 100 quilómetros num ZOE. Tendo em conta o custo da tarifa de electricidade, 100 quilómetros representam, num ZOE um custo de apenas 1,4 euros a 2,2 euros (valor mínimos e máximos numa tarifa de consumo doméstico) na factura de electricidade. Num automóvel diesel bastante económico, que seja capaz de médias na ordem dos 5,5 litros, esse valor dispara para 7,7 euros. Ou seja, cerca de quatro a cinco vezes mais! Isto para além de outras vantagens para as empresas nomeadamente a ausência da tributação autónoma associada ao custo do combustível. E ainda há outro factor cada vez mais importante: a consciência ambiental: um automóvel 100% eléctrico é… zero emissões em utilização!

No fundo, mais do que uma proposta fundamentalista em matéria de ambiente, o Renault ZOE é uma proposta a considerar para todos aqueles que têm condições para ter um automóvel 100% eléctrico que, necessariamente, deve reunir os seguintes pressupostos: ter na residência ou no local de trabalho condições para o carregamento das baterias e, eventualmente, ter acesso ou ser proprietário de um automóvel com motor de combustão para os casos em que terá de fazer deslocações com uma quilometragem superior à autonomia do ZOE.

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Para quem preencher estes requisitos, o Renault ZOE é, na realidade, a melhor proposta do mercado e é a frieza dos números que o confirma: custa tanto como um diesel do mesmo segmento e com o mesmo nível de equipamento e apesar de somar o encargo mensal do aluguer das baterias (que no fundo é um pacote de serviços) que começa nos 79€/mês para uma quilometragem até 12.500 quilómetros/ano, a verdade é que, até somando esse valor, o ZOE tem custos de utilização inferiores, nomeadamente quando as quilometragens são superiores.

Na realidade, apesar de, para uma quilometragem na ordem 36.000 quilómetros/ano – cerca de 100km/dia – o custo do aluguer/serviços das baterias subir para 142€/mês, a verdade é que os 15 quilowatts gastos em cada carregamento não custam mais do que 1,4 a 2,2 €/dia, ou seja: de 42€ a 66€ na factura do operador de electricidade no final do mês. No fundo, nunca mais de 200 € mês em gastos de utilização. Por comparação, num diesel que reivindique consumos na ordem dos 5,5 litros, o custo mês (unicamente de combustível) para cumprir os mesmos 100 quilómetros diários é de, no mínimo, 230€. E atenção que, ao fim de 30.000 quilómetros, uma revisão no ZOE tem um custo de apenas 26,5€, um valor substancialmente inferior ao de qualquer automóvel de motor de combustão. Ou seja, os números confirmam a racionalidade do ZOE, sendo que, quanto maior for a quilometragem dia, mais a vantagem pende para o ZOE…

O ZOE é o automóvel eléctrico com mais autonomia

Com 210 quilómetros de autonomia anunciada (em ciclo NEDC), o Renault ZOE é o automóvel eléctrico com mais autonomia do mercado. A “culpa” é do inovador sistema Range OptimiZEr que engloba três inovações técnicas:
• O sistema de travagem regenerativo de nova geração, que permite o carregamento das baterias sempre que se pressiona o pedal do travão ou simplesmente se desacelera;
• Uma bomba de calor que reduz, significativamente, as disparidades de autonomia durante as estações de frio e calor.
• Os pneus Michelin Energy TM E-V, que combinam poupança de energia, segurança e durabilidade, e que foram concebidos para reduzir as grandes perdas de energia associadas ao atrito durante a aceleração brusca dos automóveis eléctricos.

O carregador Camaleão para um carregamento mais rápido

Patenteado pela Renault, este carregador revolucionário adapta-se à potência disponível, monofásica ou trifásica, até 43 kW. O Renault ZOE pode assim carregar até 80% da bateria em 30 minutos. O carregador Camaleão possui, também, a vantagem única de ser capaz de carregar o ZOE em níveis de potência variáveis: por exemplo, a 11 kW (um carregamento de cerca de duas horas) ou 22 kW (80% da bateria num carregamento de uma hora).

Sublinhe-se que os carregamentos fora dos postos públicos devem ser feitos através de uma Wall-Box, um equipamento que, nesta fase, é oferecido e montado – em casa ou no local de trabalho do cliente – pela Renault.

Realce, também, para a possibilidade dos proprietários do ZOE poderem aceder a informação e até interagir com o automóvel através de um smartphone ou de um computador. Ligar ou programar a climatização, iniciar o carregamento das baterias ou, programar os horários de carregamento, são apenas algumas das muitas operações que podem ser feitas à distância.

Prestações dinâmicas para uma condução divertida

Apesar de ser 100% eléctrico, o Renault ZOE é capaz de proporcionar uma condução também divertida. Com apenas menos 20 Nm de binário do que o Clio R.S. 200 EDC, o motor eléctrico síncrono, de rotor bobinado, garante um excelente rendimento energético em todas as fases de utilização. Com uma potência de 65 kW (88 cv), produz um binário máximo de 220 Nm, disponível em menos de um centésimo de segundo. O ZOE acelera dos 0 aos 50 km/h em apenas 4 segundos, o que é particularmente interessante numa condução citadina.

A posição da bateria debaixo do piso ajuda a equilibrar a repartição de massas entre a frente e a traseira (59% / 41% quando imobilizado), o que favorece a motricidade.

Para uma condução calma e livre de stress, quando se aproxima de zonas citadinas, o ZOE está equipado com o Z.E. Voice: um som exterior para avisar os peões da aproximação do automóvel. Por outro lado, todas as versões estão equipadas com a assistência ao arranque em declive, que mantém o automóvel estável, numa subida, durante alguns segundos, enquanto o condutor solta o travão e começa a acelerar.

Uma garantia mais extensa do que a dos veículos térmicos

Em Portugal, o ZOE beneficia, tal como os restantes modelos da gama Renault, da garantia contratual de cinco anos / 150.000 km.

A garantia da bateria é “vitalícia”! O contrato de aluguer estipula que a bateria deve estar sempre operacional e com uma capacidade de carga superior a 75% da sua capacidade inicial. Se uma destas duas condições não se verificar, a bateria é substituída sem custos.

Segurança sem compromissos

O Renault ZOE herda todo o know-how e a tecnologia da Renault no domínio da segurança. A estrutura do ZOE foi reforçada para proteger, ao mesmo tempo, os ocupantes e a bateria, em caso de acidente. Para maior segurança, um sistema electrónico monitoriza, continuamente, o estado de cada célula (o componente base da bateria) e desliga a corrente imediatamente, se necessário.

O Renault ZOE possui todos os dispositivos de segurança activa e passiva que equipam os seus modelos da gama de passageiros e que fizeram da Renault uma referência em termos de segurança.

Para além disso, a Renault submeteu as baterias a testes de segurança específicos de forma a assegurar que, em qualquer circunstância o nível de protecção e de segurança dos ocupantes e de terceiros é exactamente o mesmo que em qualquer automóvel de motor de combustão.

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Uma vantagem única associada ao aluguer da bateria: assistência vitalícia em qualquer avaria ou falta de autonomia

Esta assistência, incluída no aluguer da bateria, é válida durante a duração do contrato, está disponível 24 horas por dia e aplica-se a qualquer tipo de falha: de energia, relacionada com o motor eléctrico, da bateria ou do automóvel.
• A autonomia, que é duas a três vezes superior ao normalmente necessário para o dia-a-dia, deverá tornar excepcionais as falhas de energia. No entanto, se o automóvel ficar sem bateria, o condutor terá apenas de chamar o serviço de assistência que o rebocará até uma estação de carregamento num raio de 80 km.
• No caso de uma outra falha técnica que provoque a imobilização, o automóvel será rebocado para um centro especializado Z.E. e será disponibilizada uma solução de mobilidade para que os utilizadores possam chegar ao seu destino.

5 Responses to Renault ZOE: a democratizaçao do automovel eléctrico

  1. Vitor Santos says:
    Se as baterias não fossem alugadas, o carro seria mais caro. Talvez quase tanto como o Leaf. Mas provavelmente as vendas aumentariam. Assim, como eu, muitos não quererão ter uma renda automóvel.
  2. Robin dos Bosques says:
    Pois… o preço dos carros elétricos está inflacionado para que alguém ganhe MUITO DINHEIRO em pouco tempo, não se justifica o preço uma vez que os moteres elétricos são mais simples que os motores de combustão. Mais… se utilizarem a tecnologia fotovoltaica já existente no tejadilho, nos vidros e nas portas o carro pode se tornar AUTOSUFICIENTE em dias soalheiros. MAS ISTO NÃO INTERESSA AOS MEXIAS DESTE MUNDO… esses MEXIAS, não confundir com Messias precisam de 3 milhões de euros de prémios para SOBREVIVER…
  3. Nuno says:
    É curioso que o Robin dos bosques considere o veículo caro, mas defenda a integração de ainda mais tecnologia, como tejadilho, portas e vidros fotovoltaicos, quando isso faria com o preço aumentasse mais… É evidente que são produtos inovadores, com muita integração tecnológica, e isso tem o seu custo.. Quando começar a haver uma maturação tecnológica maior e um mercado mais competitivo os preços irão descer!!
  4. CMatomic says:
    Senhor Nuno “maturação tecnológica” os carros eléctricos já existem a mais de 100 anos .
    Hora veja este video que , mostra um veiculo eléctrico da primira deca do seculo 20
    http://www.youtube.com/watch?v=CRwEXaHTwsY

    Mais dois exemplos http://www.youtube.com/watch?v=DCfJu_q3kss

    http://www.youtube.com/watch?v=P9qlNCEZWKs

    Carros eléctricos sempre existiram não são novidades do tempo de agora.

  5. José Manuel Oliveira Alves says:
    Estes senhores ja fazem lembrar as impressoras a jato de tinta que são baratas estando o ganho na venda dos tinteiros.venhem com a desculpa da alta tecnologia essa e boa ja la vai o tempo em que os portugueses andavam a dormir a encher os cofres das empresas de automoveis alemas francesas etc.Se os querem vender é sem aluguer das baterias e com prečos dos carros a um terso do atual. Os carros electricos nao sao opçao mas sim um luxo. VIVA O GPL

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