Renault teme perdas na mobilidade eléctrica

Publicado em 14 de Abril de 2012 |

Como se sabe, em Portugal, o programa de incentivo aos carros eléctricos está em suspenso, sobretudo devido ao corte dos subsídios para a compra de veículos. Este facto, para além de preocupar os consumidores interessados, está também a preocupar os fabricantes, em particular a Renault.

José Caro de Sousa, administrador delegado da Renault em Portugal, teme que se esteja a perder competitividade a nível internacional. «Há um mínimo de política interna necessária para poder alimentar e credibilizar esse mercado. Era um cluster industrial em que Portugal estava a marcar posição e é uma pena ser perdido», afirmou o gestor em entrevista ao jornal SOL, destacando que «a Efacec, nos carregadores, está no topo a nível mundial e há outras empresas a desenvolverem tecnologia».

O gestor compreende «que a situação do país e o memorando da troika obriguem a repensar a situação, mas pedimos que tal aconteça o mais rapidamente possível».

A Renault lançou o seu terceiro automóvel eléctrico agora, o Twizy. O fabricante aposta no pequeno citadino de dois lugares, o Twizy, que poderá ser uma alternativa a motas. «Tem potencial para clientes que estejam hesitantes em adquiri-las por razões de segurança ou de exposição ao mau tempo». A Renault vai ainda apostar nos resorts como possíveis clientes. «Já temos alguns contactos feitos, principalmente no Algarve», avança o administrador da Renault, que vê neste carro – com autonomia de 80 km e vedado a auto-estradas e vias rápidas – potencial para alugar ou ceder a clientes para passeios. O preço ronda os 7.500 euros, mais uma mensalidade de 50 euros para o aluguer de bateria e assistência, num contrato de 36 meses.

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