Em declarações à Lusa, António Crisóstomo Teixeira afirmou que a eco-condução, baseada em práticas económica e ambientalmente sustentáveis como conduzir a uma velocidade constante, respeitar os limites de velocidade ou usar a relação de caixa de velocidades mais alta possível, “ainda não está interiorizada”.
“O problema-chave é que não estava suficientemente relevada na actividade de ensino da condução. Agora já introduzimos na formação e nas matérias e é incluída no exame teórico”, referiu o responsável, mostrando-se reticente quanto à avaliação destas práticas a nível prático.
“Há saída, mas vai demorar”, disse, à margem de um “workshop” sobre mobilidade promovido pela Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas, em Lisboa.
Crisóstomo Teixeira referiu que o IMTT está a financiar projectos de eco-condução em grandes empresas de transporte, como a Transportes Sul do Tejo.
No ano passado, a então secretária dos Transportes Ana Paula Vitorino anunciou que o IMTT tinha apoiado uma iniciativa semelhante da Rodoviária de Lisboa com 122 000 euros, contribuindo para uma poupança de 206 mil litros de combustível.
Durante o “workshop”, o presidente do Instituto alertou ainda para a necessidade de inverter o “escape” de empresas à sobretaxação que deveria recair sobre as mesmas por atribuírem veículos a funcionários num conceito de retribuição.
“É necessário que as contas das empresas sejam transparentes, mas não são e aí o Estado não consegue fazer cumprir a Lei. Se os custos não são reconhecidos, juntam-se aos lucros e a empresa é taxada pelo IRC”, explicou.
À taxação de veículos de empresas, Crisóstomo Teixeira opôs a bonificação da oferta de títulos de transporte público, uma medida com impacto económico e ambiental cujo sucesso “depende das empresas”.
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