Se há uma coisa que caracteriza actualmente o mercado de veículos eléctricos por parte dos grandes construtores, é o total desconhecimento de datas de entrada no mercado e preços dos carros eléctricos.
No entanto hoje foi publicada informação na Autonews que dá conta de uma diferença de preço entre os modelos de cerca de 13000€. Como sabem, a Citroën lançará no mercado o C-Zero e a Peugeot o iOn, ambos versões do Mitsubishi i-MiEV.
Segundo a informação disponibilizada até ao momento, o preço estimado do i-MiEV na Europa, sem subsídios estaria na ordem dos 48000€. A mesma notícia refere que o carro “Francês” seria vendido por cerca de 35000€. Desta forma, e sem ajudas governamentais, a diferença de preço estaria nos 13000€, o que é difícil de explicar.
No entanto, a Mitsubishi, no recente seminário da Mobilidade promovido pelo IMTT, refere-se a um preço no Japão de cerca de 35000€, o que é idêntico ao anunciado pela Citroën, não havendo assim grandes diferenças. Neste caso a confusão penso dever-se a diferentes datas no anúncio dos preços. No mesmo artigo a Mitsubishi indica que o preço deverá descer ainda mais, com o aumento da produção do carro.
No entanto se tal diferença de preços se verificasse, seguramente que iria ser muito difícil de entender pelos consumidores finais. É possível contudo que haja especificações diferentes ou níveis de equipamento distintos, mas nesta área o melhor é mesmo esperar pelo final do ano para ter mais certezas.
4 Responses
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Caro. Muito caro mesmo. 30.000 custa o tesla modelo S. com o triplo da autonomia, 7 passageiros, consola com ecra touch de 17 polegadas. Assim vai ser dificil. Se calahr vou aos States. Confirmem no site da marca onde pode ser feita uma reserva.
Mas o tesla vai ter esse preço um pouco a custa do 1º, em que acabou por pagar o desenvolvimento feito.
Vi isso numa entrevista.
Se este vier a baixar para os 15000€ previstos daqui a 4 anos, parece-me excelente.
A tecnologia dos eléctricos existe há mais de 100 anos. A evolução actual é à base das baterias. Que eu saiba a Mitsubishi não criou qualquer tipo de bateria. E mesmo as baterias, estive com as mais evoluídas (A123)nas mãos na FIL. Quase não têm peso. Foi-me dito pelo representante que apesar do custo de produção ser metade, como a quantidade de cargas suportada é 4 vezes mais, o preço destas seria 4 vezes mais. Acredito que isto só acontecerá em Portugal, onde exorbitam os preços e depois choram que ninguém compra.
Infelizmente não é só em Portugal. As marcas querem continuar a vender os carros “normais”. Apenas tem estes modelos para dizer que tem. Não lhes interessam (para já).
E, claro esperam pagar o R&D em 2 ou 3 anos.