Portugal mostra tecnologia do Mobi-e em Detroit

Publicado em 12 de Abril de 2011 |

Oito empresas e centros de investigação do sector automóvel, a maioria ligadas ao projecto da mobilidade eléctrica (Mobi-E), compõem a primeira comitiva portuguesa ao congresso de engenheiros automóveis de Detroit, em busca de oportunidades de mercado nos EUA.

“Só há um país que se reuniu em torno de si e que está a apresentar um sistema integrado de valências [de mobilidade eléctrica] que não existem noutros sítios”, disse à Lusa o delegado do AICEP para a América do Norte, Rui Boavista Marques, que organizou a participação portuguesa, ao longo desta semana.

“Portugal disponibilizou-se para ser um grande laboratório para teste de novos produtos relacionados com carros eléctricos”, envolvendo a multinacional Nissan, adianta.

Na primeira missão empresarial ao abrigo da nova campanha do AICEP para o mercado norte-americano – “Portugal, Innovate With Us” (Portugal, Inove Connosco”), irão estar em Detroit o Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal (MOBI-E) e um projecto paralelo do Massachussetts Institute of Technology e Universidade do Minho – MOBI-MPP.

O resto da comitiva é composto pela Sodecia, Efacec, TMG-Automotive, Novabase, Martifer e o Centro de Excelência e Inovação na Industria Automóvel (CEIIA).

A abertura oficial do primeiro stand de Portugal na conferência da Society of Automotive Engineers decorre hoje, com as presenças do embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, e do coordenador do Mobi-E, João Dias, além do director do AICEP.

Para Rui Boavista Marques, o objectivo a curto prazo é apresentar o modelo integrado português a Estados norte-americanos, estando agendados contactos com a imprensa especializada e com os governos estaduais da Carolina do Norte, Carolina do Sul, Califórnia, Tennessee e Colorado.

Em contactos agendados com potenciais fornecedores, as empresas participantes vão também promover as soluções tecnológicas que desenvolveram para o projecto MOBI-E.

Este é o caso da Efacec, que desenvolveu um modelo de ponto de carregamento de carros eléctricos, da Novabase e o seu software “smart grid” e também da Martifer, com um novo tipo de carregador.

Segundo Boavista Marques, os potenciais parceiros norte-americanos mostram-se “surpreendidos” com a “dimensão da aposta” de Portugal na mobilidade eléctrica, que faz com que o país seja dos que tem mais postos de carregamento projectados a nível internacional. “Não existe nenhum outro país que tenha esta ambição”, diz Boavista Marques.

Os EUA tornam-se assim na mais recente frente que a MOBI-E pretende abrir para a comercialização das soluções desenvolvidas em Portugal.

Boavista Marques acredita que, mesmo estando numa fase inicial, a abordagem ao mercado pode abrir uma nova frente de exportação, e acredita que o actual cenário de contenção orçamental em Portugal não venha a ter impacto sobre o projecto.

“Este programa é muito conduzido pelas empresas. Elas é que têm o projecto, têm o produto. Julgo que não tem risco” de ser afectado pelos cortes, afirma.

Com o tema “Charging Forward Together”, a edição deste ano da conferência dará destaque aos últimos avanços no campo da mobilidade eléctrica, terminando na sexta-feira.

Em Detroit estarão também dois investigadores da Universidade do Minho, Francisco Brito e Jorge Martins.

Não há ainda ecos desta notícia na imprensa especializada Norte Americana, mas se virmos referencias à mesma, certamente que serão aqui referidas.

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