Nota negativa para a EDP

Nota negativa para a EDP

A EDP inaugurou a sua primeira rede dedicada ao abastecimento de veículos eléctricos no Estado de São Paulo, segundo informou hoje o grupo português.

A unidade fica em Guarulhos, cidade na região metropolitana da capital São Paulo, área de concessão da Bandeirante, empresa distribuidora controlada pela EDP.

A iniciativa decorre três meses após a EDP ter sido pioneira ao instalar a primeira rede de abastecimento eléctrico no Brasil, no Estado do Espírito Santo, onde actua com a distribuidora Escelsa.

“A relação dos consumidores com a energia eléctrica vai se alterar profundamente nesta década”, afirmou o presidente da EDP no Brasil, António Pita de Abreu, citado num comunicado.

“A mobilidade eléctrica é um dos novos paradigmas que vai entrar nas nossas vidas. Como empresa de energia, precisamos estar estruturalmente preparados para estes novos modelos de negócio”, salientou o responsável.

Em Guarulhos, a EDP instalou três postos de recarga e doou à cidade 15 bicicletas eléctricas para uso da polícia local para segurança das principais vias.

O projecto de mobilidade eléctrica integra a política de inovação do grupo português, que lançou o Programa de Inovação “EDP 2020″, colocado em prática neste ano, referiu o comunicado.

A EDP planeia estender a acção a outras cidades da área de concessão da distribuidora Bandeirante, localizadas no Vale do Paraíba, Alto do Tietê e Litoral Norte, regiões do Estado de São Paulo.

O reabastecimento da bateria de um veículo eléctrico é feito em uma tomada eléctrica normal, com tensão de 127 volts, sendo que a bateria de uma bicicleta é totalmente recarregada em seis horas.

As bicicletas são impulsionadas por motores eléctricos alimentados por baterias e são recarregáveis a cada 30 quilómetros percorridos.
“O investimento em mobilidade eléctrica também ajuda na redução da emissão de gases poluentes na atmosfera”, disse o vice-presidente da EDP no Brasil, Miguel Setas.

“Ao substituir uma motocicleta de 125 cilindradas por uma bicicleta eléctrica, por exemplo, deixamos de emitir 85 CO2g/Km na atmosfera”, sublinhou.

No Brasil, a EDP controla actualmente empresas de distribuição (Bandeirante e Escelsa), de comercialização e de produção de energia.

A nota negativa não vai assim para esta iniciativa no Brasil, mas para a falta de iniciativas da EDP em Portugal no âmbito dos veículos eléctricos. Por muito que esteja a planear fazer, o que é certo é que pontos de carregamento em produção, custam a aparecer!

  1. nunocabral diz:

    mais que nao fosse por simbologia, uma empresa portuguesa,primeiro começavam ca!

  2. MSL diz:

    Não sejam distraídos. A EDP tem feito o que pode. Não se esqueçam que já há 8 Wattdrives em Portugal, e 6 delas têm quase 2 anos… Chateia-vos ver 3 carregadores e 15 bicicletas no Brasil? A mim chateia-me é ver egocentrismo bacoco onde devia estar um aplauso.
    Cumps.

  3. Alexandre diz:

    Caro Nuno Cabral,

    Sugiro que esteja atento às notícias e que faça uma busca na internet com palavras chave como: EDP rede veículos eléctricos…

    Existe um programa do estado chamado MOBI.E que visa precisamente a criação de uma rede de mobilidade eléctrica.

  4. VEpt diz:

    O Mobi.E é do nosso conhecimento, os 8 wattdrives em Lisboa alguns com 2 anos, parece-me muito pouco!

    Em todas as notícias diz-se que Portugal é lider na rede de mobilidade, mas deve ser só no papel, pois em muitos outros países começaram depois e já têm mais postos de abastecimento…

  5. [...] centro El Corte Inglés de Lisboa deverá contar com 4 lugares. Para quem achava que a EDP fez muito em dois anos com 6 postos em Portugal, aqui está uma resposta. VN:F [1.9.1_1087]please wait…Rating: 0.0/10 (0 votes [...]

  6. [...] faziamos recentemente referência ao fraco desempenho da EDP na instalação de pontos de carregamento, surge agora uma boa notícia. O carregamento de [...]

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