MOBI.Europe

Publicado em 31 de Julho de 2011 |

Segundo avançou o jornal Público, “Portugal vai coordenar um dos três primeiros projectos-piloto de demonstração, à escala europeia, da viabilidade da mobilidade eléctrica, após decisão da Comissão Europeia, no âmbito do seu Programa para a Competitividade e Inovação”

São exactamente 12 empresas e entidades públicas de países como Portugal, Espanha, Irlanda, França e Holanda que fazem parte do consórcio MOBI.Europe. Todas elas representativas das áreas que se cruzam na mobilidade eléctrica, desde os construtores de automóveis, fornecedores de energia, até cidades ou empresas tecnológicas.

Coordenado pelo centro de inovação Inteli, o grupo tem como parceiros a “Renault, que tem investido fortemente na tecnologia do carro eléctrico, as cidades de Amesterdão (Holanda) e Limerick (Irlanda), a divisão da eléctrica irlandesa ESB para o carro eléctrico e a subsidiária irlandesa da empresa norte-americana Intel, para além da portuguesa Critical Software e dos Consórcio para iniciativa de demonstração envolve 12 entidades privadas e públicas de cinco países europeus centros tecnológicos e de engenharia da Galiza, CTAG–Centro Tecnológico Automóvel da Galiza e CEIIA–Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel”. A Wellgood, Faimevi e Alliander vão também ter participação no projecto.

Com a Comissão Europeia a ter no horizonte a necessidade de criação de condições para uma rede pan-europeia de mobilidade eléctrica, este projecto procura, segundo a Inteli, “demonstrar a capacidade de os veículos eléctricos serem utilizados em larga escala no espaço europeu” e uniformizar diferentes tecnologias, eliminando barreiras à sua circulação. O MOBI.Europe tem um orçamento de cinco milhões de euros e é co-financiado em 50 % pela União Europeia, e é a primeira vez que o programa para a competitividade e inovação da UE dedica uma linha específica à mobilidade eléctrica.

João Caetano, responsável pela área de I&D na entidade coordenadora do projecto, admite que a dificuldade inerente a iniciativas deste género poderá revelar-se no entendimento das diferentes actividades em jogo, que contribuirá para que os veículos eléctricos “circulem sem obstáculos tecnológicos entre diferentes operadores de energia”. “O grande desafio vai ser pôr toda a gente a falar a mesma linguagem”, observa este responsável, sublinhando que a concessão de ajudas europeias para demonstração, pela primeira vez, significa que Bruxelas considera existir uma maturidade suficiente,”que já está para lá da fase de laboratório, da investigação e desenvolvimento”. Da mobilidade eléctrica espera-se que contribua para a redução das emissões de CO2 e da dependência dos combustíveis fósseis, para além de incentivar a “renovação do ciclo económico”.

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