Mitsubishi selecciona baterias óxido de lítio-cobalto para os seus modelos

Publicado em 18 de Junho de 2011 |

A Mitsubishi anunciou que chegou a um acordo com a Toshiba Corporation SCiB para fornecer as baterias para dois dos seus modelos eléctricos, o Mitsubishi I-MiEV e o I-MiEV Minicab.

Com as novas baterias de óxido de lítio-cobalto, a Mitsubishi espera aumentar de forma considerável a estabilidade das baterias, reduzido o perigo de curto-circuito e assegurar também uma vida útil mais elevada, de até 2,5 vezes mais ciclos de carga e descarga. Por outro lado o comportamento das baterias quando submetidas a carregamentos rápidos são também melhores.

De acordo com a Mitsubishi, usando o sistema CHAdeMO e um pack de 10kWh, conseguiram alcançar os 80% da carga em 15min, os 50% em 10min e os 25% em apenas 5min, tempo este que é o que leva a tomar um café, permitindo ter uma autonomia para 30km.

Outra das vantagens identificadas desta nova geração de baterias é o menor calor emitido durante os carregamentos, permitindo também um uso mais intensivo dos pontos de carregamento rápidos. Estas vantagens permitem ainda aos fabricantes simplificar os sistemas de refrigeração das baterias, tendo também isso como efeito, uma diminuição do custos das mesmas.

Mas as vantagens identificadas pela Mitsubishi não ficam por aqui. Estas baterias trabalham melhor a temperaturas mais baixas, da ordem dos 30 graus negativos, onde a autonomia cai de drasticamente. Além disso, esta tecnologia permite que a energia recuperada durante a travagem regenerativa se faça de forma mais eficiente.

3 Responses to Mitsubishi selecciona baterias óxido de lítio-cobalto para os seus modelos

  1. Carlos Ferreira says:
    Aqui sim, está o futuro dos eléctricos. Existem bons sistemas de propulsão electrica; a tecnologia terá de avançar nos sistemas de armazenamento de energia eléctrica, baterias. O mercado só aceitará os eléctricos se o inconveniente da baixa autonomia (e tempo de carga) forem melhorados.
  2. Ramos da Veiga says:
    Reparemos, no entanto, na relação tempo de carga / autonomia conferida e comparemo-la com a de um motor endotérmico. Algo me faz pensar que ou se se descobre um modo fácil de armazenar energia eléctrica com rapidez e em quantidade, ou o veículo eléctrico autónomo nunca será alternativa, ou sê-lo-á apenas como segundo veículo em pequenas deslocações.
  3. Daniel Pires says:
    O meu comentário é criarem um veiculo com alternadores nas rodas de maneira que produzam corrente para fazer moventar o carro e ficar totalmente autonomo com utilização das baterias só no acto do arranque

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