Legislação da rede para carros eléctricos

Publicado em 24 de Novembro de 2009 |

O desenvolvimento do projecto Mobi.E, que visa a criação de uma rede de apoio aos carros eléctricos em Portugal, está em andamento e “está a ser preparada legislação para dar um enquadramento legal ao projecto”, revelou Luís Reis, responsável ligado a esta iniciativa, ao Negócios.

De acordo com Luís Reis, esse enquadramento legal deverá estar pronto no final deste ano ou início de 2010, prevendo-se que defina quem é quem no projecto Mobi.E, formalizando assim as atribuições e competências dos vários intervenientes do projecto. O diploma também definirá uma série de critérios e as metas para o desenvolvimento da rede.

O projecto Mobi.E foi apresentado com pompa e circunstância em Junho deste ano. Numa conferência no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, o primeiro-ministro, José Sócrates, o vice-presidente da Nissan, Carlos Tavares, e o presidente da EDP, António Mexia, elogiaram o potencial de Portugal para o desenvolvimento da chamada mobilidade eléctrica.

As virtudes deste projecto voltaram hoje a ser referidas numa conferência promovida pelo MIT Portugal, em Lisboa. António Pontes, em representação da Martifer, comentou que o projecto da rede de abastecimento para o carro eléctrico “irá permitir uma maior incorporação de fontes renováveis no consumo de energia”.

O presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, também participou na conferência do MIT Portugal, afirmando que “a Galp Energia é uma empresa cujo negócio principal é a mobilidade”. Ferreira de Oliveira assinalou a parceria estabelecida recentemente com a Toyota, que permitirá a funcionários da Galp o teste de cinco veículos híbridos ‘plug in’ da Toyota nas estradas portuguesas, durante o próximo ano.

O MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem uma série de parcerias com empresas portuguesas, principalmente visando o desenvolvimento de tecnologias para a energia, estimulando projectos nas universidades. Ernest Moniz, director da MIT Energy Iniative, elogiou a integração da pesquisa com os projectos empresariais, mas apelou também à procura de tecnologias ambiciosas, quer na durabilidade temporal, quer na sua aplicação geográfica. “Queremos soluções que ultrapassem as fronteiras nacionais”, referiu o especialista.

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