Segundo fonte da Lusa e jornal OJA, o primeiro carro eléctrico que a Renault vai pôr à venda no mercado vai rolar os primeiros quilómetros em Portugal na quarta-feira, uma versão eléctrica do Kangoo que a marca quer vender ao mesmo preço que a versão diesel.
Ao Kangoo eléctrico, seguir-se-á o Fluence (que tal como o Kangoo parte de uma base já existente com motor térmico) e mais tarde o Twizy e o Zoe, estes dois desenhados e pensados exclusivamente para o mercado eléctrico.
“A Renault vai comercializar o seu primeiro carro eléctrico dentro de 18 meses. O sentido em que hoje trabalhamos é que venderemos o automóvel e a bateria será alugada, num serviço prestado pela Renault”, disse à Lusa o director de comunicação da Renault Portugal, Ricardo Oliveira.
Apesar de a bateria ser o componente tecnologicamente mais desenvolvido num carro eléctrico – e consequentemente o mais caro – a Renault planeia vender o Kangoo eléctrico ao mesmo preço da versão com motor de combustão a diesel. “Para os carros que tenham uma equivalência no motor térmico, e estamos a falar por exemplo no Kangoo, venderemos o carro a um preço equivalente ao carro a diesel. Mesmo sem a bateria”, disse a mesma fonte.
“Há aqui um efeito de economia de escala”, explicou Ricardo Oliveira. “Anualmente vendem-se 60 milhões de carros de motor térmico. Nós sabemos que o carro eléctrico não vai ter esse volume, nem pouco mais ou menos, portanto apesar de o carro ser em teoria mais barato na produção, há um efeito de volume que também vai pesar no preço inicial”, completou.
A Renault conta com outro factor: a diferença de custo da utilização do eléctrico face ao carro de motor térmico [de combustão interna]. “Meter o “combustível” – neste caso a electricidade – torna o custo de utilização do carro eléctrico cerca de 30% inferior ao de um carro a motor diesel”, disse Ricardo Oliveira.
Os obstáculos iniciais que o carro eléctrico tem que vencer são muitos: pouca autonomia (abaixo dos 200 quilómetros), indefinição quanto aos pontos de carregamento e o preço inicial do carro são as principais críticas apontadas.
A Renault propõe três soluções para o carregamento: “o normal, que se faz em qualquer lugar onde haja uma ficha eléctrica (demora oito horas), o carregamento rápido, que implica uma infra-estrutura onde se carrega o carro em 20 minutos – com corrente trifásica e 32 amperes – e a troca de baterias numa estação de serviço em que um robot tira a bateria e mete outra carregada, em menos de três minutos”, enumerou Ricardo Oliveira.
A Renault, acrescentou Ricardo Oliveira, está optimista quanto à penetração do carro eléctrico em Portugal, país onde identificou uma “série de vantagens”.
2 Responses
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Esse é apenas mais um entrave, neste baile de falsas boa-vontades dos contrutores automóveis. O aluguer das baterias ficará mais caro que o abastecimento de combustivel. Assim não comprarei nenhum carros electrico e esperarei pela oportunidade de transformar o meu carro. A continuar assim espero e desejo muitas falencias no ramo automóvel.
Para já ainda há muitas dúvidas. A introdução dos automóveis eléctricos será feita primeiro em Frotas. Talvez se o volume for grande permita descer os preços para o utilizador final a curto prazo.
Relativamente às falências, outro dos problemas que alguns fornecedores de peças já falam é que relativamente a estes automóveis novos, a necessidade de peças para o motor são bastante menores, o que pode, caso estes fornecedores não se adaptem, mais falências neste sector por falta de mercado.
[...] declarações durante a apresentação do Kangoo ZE, o primeiro veículo eléctrico da Renault a rolar em Portugal, a coordenadora do GMEP, Francisca Duarte Pacheco, afirmou que as actuais emissões de CO2 [...]