O CEO da Renault, Carlos Ghosn, diz que o futuro dos carros eléctricos em cujo desenvolvimento ele está a gastar 4 mil milhões de euros, depende de uma recuperação dos preços do petróleo que impulsione a procura de automóveis eléctricos.
‘Se for menos de 70 dólares, vamos ter um problema’, disse Ghosn em entrevista à Bloomberg, durante a Exposição Automóvel de Frankfurt. Se, por outro lado, ‘estiver a 200 dólares a equação económica é muito simples e se for acima de 200 dólares, ainda mais fácil’, disse o líder da Renault, referindo-se ao preço do barril de petróleo.
A Renault prometeu ontem vender 100 mil carros eléctricos até 2016 em Israel e Dinamarca, que são os primeiros países a contratar a empresa Better Place, para produzir redes de recarregamento eléctrico ao nível nacional.
Ghosn está desenvolver carros alimentados a electricidade para concorrer com os modelos mais pequenos e baratos de carros híbridos, dos rivais como a Toyota. O modelo Fluence, apresentado pela primeira vez no Salão Automóvel de Frankfurt, vai ser o primeiro carro eléctrico da Renault produzido em massa, se o acordo com a Better Place se realizar.
O preço do petróleo deverá subir para 75 dólares no próximo ano, de acordo com a média das estimativas dos 35 economistas inquiridos pela Bloomberg e é provável que flutue entre os 80 dólares e os 90 dólares até 2013, de acordo com dados da agência noticiosa norte-americana.
Ghosn aponta ainda como preço alvo destes veículos da gama Zero Emissões será posta à venda a preços equivalentes ao das versões com motorizações diesel, beneficiando dos incentivos dos governos à venda de carros eléctricos. Neste caso a bateria não está incluída no preço de venda, sendo alugada aos fornecedores locais.
A gama de veículos eléctricos Z.E. da Renault está vocacionada para uma utilização urbana e oferece quatro opções, ajustadas às necessidades de utilização, integrando um misto de scooter para duas pessoas (Twizy), um compacto de quatro portas e quatro lugares (Zoe) as versões 100% eléctricas da berlina Fluence e do comercial Kangoo Z.E.. Estes dois últimos modelos serão os primeiros a chegar ao mercado, com data de lançamento anunciada para o início de 2011. Estes carros utilizarão as baterias de iões de lítio fabricadas em Portugal e no Reino Unido.
One Response
Deixe um comentário
[...] aos dos restantes automóveis. Foi isto que Carlos Ghosn, CEO da aliança Renault-Nissan disse em entrevista esta semana. Segundo Ghosn, os planos apontam para que o leasing das baterias do Nissan Leaf andem [...]
Pois, há algo que nao devemos deixar escapar. È o problema das baterias que ao que parece nao irá ser nada em conta e nos fará sair de uma dependencia para outra.