Trata-se de uma excelente notícia que fará com que as emissões dos VE provenientes das emissões na geração da energia eléctrica diminua:

Portugal poderá ultrapassar a meta de consumir 31% de energia a partir de fontes renováveis até 2020 se tiver condições para exportar o excedente, segundo dados hoje divulgados pela Comissão Europeia.

De acordo com o documento de previsão, entregue em Dezembro de 2009 a Bruxelas, Portugal considera que "tem condições e recursos renováveis para ir mais além" do que os 31% que lhe foram propostos através da directiva (lei comunitária) 2009/28/CE.

"No entanto, essa possibilidade está dependente da capacidade de se exportar fisicamente essa produção renovável excedentária, nomeadamente, para a Europa Central. A situação periférica de Portugal e as limitações existentes na capacidade de interligação da rede elétrica, em especial entre a Espanha e a França, constituem à data um obstáculo a esse desiderato", lê-se no documento.

A exportação de energia produzida a partir de fontes renováveis está prevista na directiva em causa, sendo uma das formas possíveis da União Europeia (UE) chegar à meta comum de consumo final bruto de 20% de energia produzida a partir de fontes renováveis.

Estimativas apresentadas hoje pela Comissão Europeia indicam que a UE poderá ultrapassar em 0,3 pontos percentuais essa meta, assumida no âmbito da luta contra as alterações climáticas e a dependência energética. Bélgica, Dinamarca, Itália, Luxemburgo e Malta são os países que precisarão de importar energia para cumprir o compromisso negociado com Bruxelas.

Segundo o Plano nacional para as energias renováveis, este ano, Portugal vai produzir 11 736 megawatt (MW) e 28 500 gigawatt/h (GWh) de energia a partir de fontes renováveis, valores que atingirão os 14 683 MW e 34 119 (GWh) em 2015 e 19 320 MW e 44 157 GWh em 2020. As principais fontes são, em Portugal, as barragens e o vento.

fonte: Lusa