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Tópico: Carregamento? Monopólio Explicito!

  1. #1
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    Padrão Carregamento? Monopólio Explicito!

    Concorrência ou concordância

    Tendo em conta os possíveis desenvolvimentos no sector da mobilidade sem emissões de gases poluentes, sendo que, também na minha perspectiva, é a única alternativa sustentável e ambientalmente aceitável para o desenvolvimento socioeconómico do nosso país, colocando-nos na frente desta corrida já iniciada por toda a Europa, temo, ainda assim, que existam desde já alguns factores negativos, ou mesmo, limitativos do possível saudável desenvolvimento deste mercado.
    O meio ambiente é constituído por vários factores que, quando atingidos, revelam a maturidade necessária ao pleno desenvolvimento de uma sociedade saudável. Sendo que um ambiente limpo, possibilitará uma sociedade mais saudável, é também verdade que a liberdade de escolha em conjunto com o respeito pelo próximo e um mercado concorrencial, são também factores propiciadores de um meio ambiente saudável.
    Quando as movimentações para a implementação, em Portugal, de políticas de incentivo à produção de veículos eléctricos começaram, aplaudi de pé, não apenas pela necessidade de reais desenvolvimentos postos em prática que visariam a promoção da vida saudável, mas também, com a visão de um futuro menos dependente dos monopólios de empresas petrolíferas, bem como, com a possibilidade de Portugal, de uma vez por todas, mostrar empreendedorismo. Este último factor, o do empreendedorismo, é demasiado importante para que não me pronunciasse sobre ele, tendo em conta todos os factores que possibilitariam o desenvolvimento sustentado da economia Portuguesa, apoiando o livre arbítrio e a liberdade de escolha, possibilitando até, a formação de novas empresas fomentando a criação de emprego está em perigo, pelo menos no sector da exploração e venda de equipamentos para o recarregamento público destes veículos, e porquê? Porque em Portugal, assim que foi vislumbrado um mercado não explorado, a empresa dominante na distribuição de electricidade, tratou, imediatamente, de fazer público que não seria autorizado qualquer outro concorrente na venda da electricidade e, que a relação seria directa com o cliente. Não sendo isto bastante e, nem por sombras de espantar, a empresa fez saber, também, que acabara de realizar um consórcio com outras empresas onde todos os equipamentos de carregamento público seriam fabricados. Sendo que será ela a maioritária na distribuição da electricidade com vista ao carregamento destes veículos e, as empresas do consórcio fabricarão tanto o hardware como o software necessário, qual será o espaço para empresas de muito menor dimensão sequer tentar entrar neste mercado? E tendo em conta, também, a apresentação pública deste processo com a presença do Primeiro-ministro como pode confirmar em - http://www.mobi-e.pt/conferencia.html não será sequer possível às empresas que representam outros equipamentos entrar no mercado privado em igualdade de circunstancia.
    Quando referi, anteriormente, à possibilidade de um futuro menos dependente de empresas petrolíferas, não tinha em mente, um futuro completamente monopolizado pelas empresas produtoras de electricidade!
    Ainda bem que assim não o é pelo resto da Europa, onde o mercado é aberto, possibilitando às empresas, grandes e pequenas, terem pelo menos a oportunidade de se colocarem no mercado.
    Claro está que este assunto e preocupação apenas me é próximo porque pertenço a uma das empresas a quem seria possível um maior desenvolvimento caso o mercado fosse aberto. E concordo e aceito que esta preocupação não seja partilhada pela maioria das pessoas, deixando apenas este alerta como forma de tornar público que uma medida motivadora de orgulho para todos nós, começa, à partida, desleal com princípios constitucionais fundadores da nossa sociedade.
    Atentamente
    António Miranda

  2. #2
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    Obrigado pelo excelente contributo.

    Efectivamente foi criado logo um consorcio onde a EDP intervém como um dos principais interessados. No entanto a criação de uma rede pública deve obedecer a vários requisitos e ser mais do que simples pontos de carregamento, como parece que o vai ser, conforme informação no site do mobi-e.

    No entanto, só não percebi do seu texto como outras empresas poderiam entrar, refere-se ao fornecimento de eléctricidade ou através da disponibilização de pontos de carregamento com a venda de electricidade?

    Creio que a mobi-e não tem que ser a única rede existente e espero sinceramente que não se cometam erros do passado como com o monopólio da PT em que os problemas de coêsistência entre operadores tem impacto nos clientes finais.

  3. #3
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    Citação Mensagem Original de VEpt Ver Post
    Obrigado pelo excelente contributo.

    Efectivamente foi criado logo um consorcio onde a EDP intervém como um dos principais interessados. No entanto a criação de uma rede pública deve obedecer a vários requisitos e ser mais do que simples pontos de carregamento, como parece que o vai ser, conforme informação no site do mobi-e.

    No entanto, só não percebi do seu texto como outras empresas poderiam entrar, refere-se ao fornecimento de eléctricidade ou através da disponibilização de pontos de carregamento com a venda de electricidade?

    Creio que a mobi-e não tem que ser a única rede existente e espero sinceramente que não se cometam erros do passado como com o monopólio da PT em que os problemas de coêsistência entre operadores tem impacto nos clientes finais.
    Boa noite e obrigado pela atenção,
    É efectivamente verdade que o consórcio entre a EDP e as restantes empresas irá condicionar o mercado quanto aos fornecedores de energia a disponibilizar para o carregamento de veículos eléctricos mas, na minha opinião, não é de estranhar tendo em conta a sua posição no mercado nacional de distribuição de electricidade. Embora já tenha alertado a autoridade da concorrência para este assunto. É também verdade e, muito grave, que aproveitando a posição dominante da EDP quanto à distribuição de electricidade, esta se associe a outra empresa do ramo da engenharia, a Efacec, para construírem, em conjunto, um único modelo de carregador público a aplicar na totalidade dos pontos de carregamento.
    Claro está que nenhuma outra empresa terá oportunidade de aplicar os seus carregadores, com tecnologia idêntica ou superior em qualquer local público. Este tipo de manobras são, mais uma vez na minha opinião, deploráveis e ferem a tecido empresarial que já desde 2007 investiu nesta tecnologia com a previsão de entrar neste mercado.
    Pode-se pensar que os carregadores de veículos eléctricos são uma ninharia e não valem o esforço, mas para uma pequena empresa, poderiam ser a diferença entre continuar sustentadamente ajudando no desenvolvimento económico-social do pais, ou ser forçada a enviar uns funcionários para o desemprego.
    Obrigado pela atenção

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