Eléctricos ou híbridos, os veículos limpos e silenciosos substituíram os bólides ensurdecedores no salão automóvel Tokyo Motor Show mostrando que, para o consumidor, o automóvel volta a ser um simples meio de transporte, mais que um sinal de riqueza.
No grande encontro automóvel que decorre no Japão desde quarta-feira as viaturas que respeitam o ambiente são as rainhas, segundo descreve a agência France Press.
As tipologias 4×4 são relegadas para segundo plano, e os fabricantes europeus dos vistosos automóveis desportivos, que costumavam ter muito êxito no mercado nipónico, desapareceram praticamente do salão.
Esta transformação do Tokyo Motor Show ilustra, de acordo com os especialistas, a revolução em curso do mercado automóvel japonês e mundial.
“O conceito de automóvel está a modificar-se”, explica o analista independente Tatsuya Mizuno, referindo que se até agora o automóvel era visto como um símbolo de status social, hoje “as pessoas compram um carro mais para se mover, e já não pelo seu design ou velocidade”.
Uma mutação acelerada com a crise económica e com a ajuda de uma geração de condutores muito mais conscientes dos problemas ambientais.
Entre os veículos amigos do ambiente, no salão nipónico há duas escolas que se demarcam: a dos automóveis eléctricos, com a Nissan e a Mitsubishi Motors, e a dos híbridos, com a Toyota e a Honda.
“O automóvel eléctrico é o veículo ecológico na sua perfeição”, sublinha o presidente executivo da Mitsubishi Motors, Osamu Masuko.
A Nissan, que estima que as viaturas eléctricas representem 10% do mercado mundial em 2020, lançará no próximo ano o modelo Leaf, apresentado pelo presidente-executivo Carlos Ghosn como “o primeiro automóvel com zero emissões poluentes no mundo”.
A Toyota, por seu turno, tem apostado fortemente nas viaturas híbridas – foi a primeira marca a lançar esta classe de veículos há 12 anos, com o Prius – e expõe nesta feira um modelo que possibilita o recarregamento da bateria em casa, bem como o modelo de luxo híbrido SAI.
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