Carros Elétricos Enfrentam Problemas de Imagem

Publicado em 22 de Janeiro de 2015 |

Os carros elétricos têm uma imagem especialmente “verde” entre os condutores alemães, mas não despertam qualquer tipo de emoções.

No segundo semestre de 2014 a Continental e o instituto de pesquisa INFAS levaram a cabo um inquérito representativo com 1800 condutores e não condutores na Alemanha e 2300 nos Estados Unidos. Foi feito um inquérito qualitativo a 400 proprietários de automóveis em França, Japão e China. As entrevistas com peritos do setor automóvel e de áreas de investigação acrescentaram o ponto de vista de especialistas aos resultados deste estudo.

No Estudo sobre Mobilidade da Continental,uma clara maioria dos inquiridos vê os carros elétricos como amigos do ambiente (72%) e sensatos (67%), mas a perceção de fatores relacionados com a imagem que desempenham um papel importante na decisão de compra, tais como o prazer de condução (26%), design atraente (26%) e carácter desportivo (23%) é baixa. Além de um preço mais elevado em comparação com os veículos convencionais, a imagem desequilibrada diminui as expetativas dos condutores quanto à possibilidade de virem a usar um automóvel deste tipo.

Para este Estudo sobre Mobilidade da Continental, a empresa fornecedora do setor automóvel contou com a ajuda do INFAS, um instituto de pesquisas sociais e de mercado, que realizou um inquérito representativo a condutores na Alemanha e nos Estados Unidos e inquéritos quantitativos em França, Japão e China. Também foram entrevistados especialistas dos setores da ciência e da indústria automóvel.

Em comparação com o Estudo de Mobilidade realizado em 2011, um número significativamente menor de condutores em todas as faixas etárias espera vir a usar um carro totalmente elétrico a médio prazo (quatro a dez anos). Os valores respeitantes a este indicador desceram dos 47% para os 34% na faixa etária entre os 16 e os 30 anos, e de 46% para 35% no grupo entre os 31 e os 59 anos. A atitude relutante entre os condutores acima dos 60 anos – entre todos os grupos, este é o segmento populacional que têm afinidade com automóveis, bem como poder de compra – atingiu os 40%. Simultaneamente, registou-se um grande aumento (de zero para 20%) nos últimos três anos no número de condutores jovens que apenas optariam por um carro elétrico se os veículos com motores de combustão interna deixassem de estar disponíveis.

“Depois de vários anos em expansão, o carro totalmente elétrico está a atualmente a enfrentar problemas de imagem,” diz José Avila, membro do Conselho de Administração da Continental e diretor do Departamento de Componentes, comentando os resultados do estudo. No entanto, e devido à hibridização – a combinação de motores de combustão ultramodernos com motores elétricos – consegue ver uma saída. “A crescente hibridização, incluindo a tecnologia de 48-volt, vai abrir caminho à eletromobilidade. Permite uma relação custo/benefício razoável e dá aos condutores a sua primeira experiência com a eletromobilidade.

Avila está também confiante que a imagem dos veículos elétricos vai melhorar. “Os veículos híbridos podem criar aceitação para os carros elétricos. Os condutores têm a possibilidade de fazerem certos trechos de estrada em veículos híbridos usando a energia elétrica e de experimentarem em primeira mão como esta condução é divertida.” Avila pensa que o estudo confirma que pode ser desenvolvido um maior potencial de consumo para modelos de combustão, ao mesmo tempo que se poderá avançar com a estratégia de eletrificação gradual da transmissão.

Divulgação dos resultados do estudo será feita a 29 de janeiro
Qual a importância da condução no mundo? No futuro, as razões por trás da mobilidade serão mais racionais do que emocionais? Os jovens ainda querem ter carro? Como são aceites as novas tecnologias como a mobilidade elétrica, digitalização e condução automatizada? Estas são as questões centrais a que a edição deste ano do estudo responde em detalhe. A Continental revelará os resultados do estudo num webcast público no dia 29 de janeiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *