Carro eléctrico não precisa de mais energia mas de redes inteligentes

Carro eléctrico não precisa de mais energia mas de redes inteligentes

Portugal não precisa de investir nem mais um euro no reforço da produção de electricidade para pôr um milhão de carros eléctricos a circular, precisa é de redes inteligentes, disse ontem o secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, no final do conselho europeu informal de ministros de Economia, que decorreu em San Sebastian.

O argumento de Zorrinho, transmitido ao PÚBLICO, é próximo do espanhol. Madrid diz que, para colocar sete milhões de carros eléctricos no país, não precisa nem de mais um euro em produção eléctrica, mas sim em inteligência.

Os dois países ibéricos defendem agora o desenvolvimento tecnológico das redes eléctricas, depois da expansão das energias renováveis, que serão a base de alimentação do carro eléctrico.

As soluções diferem entre os sete países europeus, entre os quais Portugal, que já adoptaram projectos de introdução e expansão do carro eléctrico, mas a reunião informal de ontem dos Vinte e Sete terminou com o entendimento geral de que a União Europeia deve adoptar uma estratégia de acção comum para desenvolver o carro eléctrico.

Em causa está o potencial de inovação que comporta e de criação de uma nova indústria à sua volta, a partir de um sector tradicional e em crise, como é o automóvel.

O grande salto que se procura para as redes inteligentes é a tecnologia bidireccional, que poderá fazer dos carros eléctricos armazenadores de electricidade recebida nas horas de menor consumo para entrega à rede nos períodos de pico, rentabilizando o potencial eólico e hídrico, especialmente nos dois países ibéricos.

Para Zorrinho, o carro eléctrico é “crítico” para dar sustentabilidade económica e social ao investimento feito em energias renováveis.

Os governos europeus, com o apoio manifesto da Alemanha e da França, que se reuniram para discutir apenas o carro eléctrico, exortam agora a Comissão Europeia a definir uma estratégia comum, com um programa de fundos europeus inscrito como um dos pilares do plano de inovação da UE, a desenhar até ao fim do ano. O programa de fundos deverá servir para ajudas específicas a esta área.

Carlos Zorrinho defende que o carro eléctrico devia ser um dos poucos pontos a marcar “de forma distintiva” os objectivos do pacote de energia e clima para 2020 (o chamado 20-20-20) e reconhece que, com o actual preço do petróleo, o veículo eléctrico só será competitivo com redes inteligentes.

Por outro lado, os debates nacionais sobre este tema reflectem as opções de política energética dos países, com a França a tentar valorizar o nuclear e a Espanha a debater se ainda vale a pena voltar ao nuclear, depois da aposta nas renováveis.

O conselho informal evidenciou que as grandes linhas de discussão na UE passam hoje pela avaliação entre projectos de dimensão nacional, como Portugal, ou piloto, casos de Espanha e França, e entre sistemas abertos (Portugal) e fechados (Dinamarca) em termos de operadores e marcas.

A aposta no carregamento nocturno dos veículos, em vez do carregamento rápido e da troca de baterias está também a ganhar terreno.

Num grupo que inclui Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e Polónia, o projecto português é apontado como pioneiro, por ter um sistema aberto ao acesso de operadores e de marcas, apoiado no potencial da energia renovável.

fonte: Público.

  1. OOP diz:

    Muitas promessas. A ver vamos. Mas estamos cansados de tanta espera. Para quando a volta à Portugal de carro ou moto eléctrica?

  2. Vitor Santos diz:

    Já existem motos electricas é só clicar no link preços aí em cima. O que não pode ir para a frente é o aluguer de baterias. Será catastrófico socialmente.

  3. nunocabral diz:

    completamente.. 100€ por mês é o que muita gente gasta em gasolina.. isso é um preço para queimar logo inicialmente o veiculo electrico. quanto ao q o sr zorrinho diz, estou completamente de acordo, estudei o conceito de V2G e é mesmo isso.. com 3 vezes mais eolica do que a que temos, temos excedente de energia (se calhar nem é preciso tanto) em algumas horas do dia que bem podiam ser injectada nas baterias do EV. So é preciso ir mudando a mentalidade dos amigos.. :) vamos..

  4. VEpt diz:

    O que chateia…é que Portugal até foi pioneiro com algumas ideias…mas parou no tempo… muitos outros países que acordaram depois já nos passaram à frente. Tivemos sorte com a fábrica de baterias da Nissan!

  5. [...] deste veículo comercial a baterias foi desvendado na Espanha, em San Sebastian, no tão falado Conselho Europeu de ministros da Economia. Outra das particularidades e coincidência é que este veículo comercial será construído muito [...]

  6. Filipe Simões diz:

    FRANÇA E ALEMANHA IGNORAM MODELO ECONOMICO DE VEICULO ELECTRICO PROPOSTO POR PORTUGAL

    Un axe Paris-Berlin pour la voiture électrique

    Pourra-t-on utiliser sa voiture électrique indifféremment dans tous les pays d’Europe, à la manière d’un téléphone portable ? C’est en tout cas ce que souhaite la Commission européenne, qui devrait imposer prochainement un standard commun de recharge établi par la France et l’Allemagne.

    C’est peut-être un pas majeur qui a été franchi dans le développement et la généralisation des voitures électriques en Europe. L’Allemagne et la France viennent de s’accorder sur un standard commun de recharge des batteries, qui sera proposé prochainement à la Commission européenne, chargée d’établir une stratégie commune pour le développement du véhicule électrique. Ce projet est le résultat d’un groupe de travail transfrontalier composé d’experts mandatés par les deux ministères de l’Economie et des Finances, de part et d’autre du Rhin.

    Densité, sécurité, interopérabilité

    Cette équipe s’est réunie à trois reprises pour mettre au point ce standard commun, articulé autour de quatre points cruciaux. Le premier concerne le maillage du réseau des bornes de recharge, au sujet duquel le communiqué de presse publié par la Commission précise : “Nous nous accordons sur le fait que l’infrastructure devrait être construite pour satisfaire les besoins des consommateurs”. Une affirmation qui n’empêche pas les experts de rester prudents et de tenir compte “des limites de capacité du réseau de distribution électrique”.

    Mais au-delà de ces déclarations d’intention, ce sont des décisions concrètes qui ont été prises par le groupe de travail. Celui-ci s’est accordé sur des choix techniques concernant la nature et le dimensionnement des câbles, transformateurs et fiches utilisés pour la recharge des véhicules électriques. La sécurité n’a pas été oubliée puisqu’elle est le sujet du troisième thème de travail du collectif transfrontalier. Une batterie de normes et de garde-fous a été imposée afin de s’assurer que les automobilistes allemands et français pourront recharger leur véhicule indifféremment dans les deux pays, sans manipulation supplémentaire, ni risque particulier.

    Une fois leur voiture rechargée, les automobilistes devront passer à la caisse. Là encore, la commission a tout prévu, en définissant une norme binationale de mesure du courant consommé, de facturation et de communication entre la borne et la voiture. Ainsi, les utilisateurs pourront se connecter à tous les terminaux de recharge dans les deux pays, quel que soit le fournisseur. Un système de refacturation entre opérateurs permettra à chaque utilisateur de sauter les frontières et de “faire le plein” sans manipulation, à la manière de ce qui existe déjà dans le domaine de la téléphonie mobile.

    Un progrès pour les industriels, pas pour les consommateurs

    L’initiative franco-allemande a été saluée des deux côtés du Rhin, notamment par le président de l’association des industriels de l’automobile VDA. “Avec cette initiative, l’Allemagne et la France jouent un rôle précurseur”, s’enthousiasme Matthias Wissmann dans les colonnes d’AutomobilWoche.

    Quant à Christian Estrosi, ministre de l’Industrie français et initiateur du projet, il voit plus grand encore et imagine un standard appliqué aux 27 pays de l’UE : “Nous sommes en train de créer cet effet d’entraînement qui devrait permettre à la commission, sur la base de nos propositions, de créer très vite un modèle de standard”. Le ministre précise d’ailleurs que l’Italie et les Pays-Bas ont d’ores et déjà demandé à rejoindre le groupe de travail.

    Avec l’élaboration de ces normes communes, les constructeurs de voitures, de batteries et les fournisseurs d’électricité se frottent les mains. Un marché à échelle continentale s’ouvre pour eux puisque leurs produits seront commercialisables et interopérables dans tous les pays sans aucune modification technique. En revanche, les usagers devront attendre de véritables progrès technologiques avant de passer à la pratique. Avec 150 km d’autonomie pour les modèles les plus performants, les voitures électriques risquent de tomber en panne sèche bien avant d’atteindre la frontière.

    par Thibaut Frank Source : AUTOBIZ

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  7. Américo Dias diz:

    Todos necessitamos é de soluções economicamente viáveis para o consumidor final. A troca de baterias parece-me uma solução que apenas vai servir os grandes grupos económicos.Nesta fase os carros eléctricos irão apenas servir os utilizadores que percorram por dia até cerca de 120km. Todos temos é de implementar soluções baratas, para que nas aldeias e vilas do interior do país estejam disponíveis pontos de abastecimento. CARECE DE TODA A NOSSA ATENÇÃO NÃO PERMITIR MAIS A EXCLUSIVIDADE DESTE ABASTECIMENTO APENAS ATRAVÉS DA EDP E OUTROS…… isso seria destruir á partida a capacidade para investir em carros desse tipo, pois essas empresas terão o monopólio do abastecimento urbano. É contra isto que particulares e autarquias têm que LUTAR!!! VAMOS EM FRENTE!

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