O estado boliviano vai esperar até 2013 para se associar a uma empresa estrangeira para fabricar baterias eléctricas com lítio e vai avançar já com as primeiras etapas da industrialização desse metal.
O ministro boliviano das Minas, Luís Alberto Echazú, confirmou terça-feira, em conferência de imprensa, que as primeiras fases da industrialização do lítio são é um projecto cem por cento estatal até à produção do carbonato de lítio e depois de 2013 vai ter em conta a necessidade da firmar parcerias estrangeiras.
“Depois do carbonato de lítio, vêm as associações para produzir lítio metálico, cloreto de lítio, hidróxido de lítio, baterias. Toda essa gama de valor acrescentado, cada vez mais intensiva em tecnologia, vai ser com sócios”, afirmou Echazú.
O governo da Bolívia está a construir uma planta piloto no Salar de Uyuni, onde teoricamente estarão as maiores reservas mundiais de lítio e depois vai pensar na instalação de uma fábrica industrial.
A construção desta segunda infra-estrutura vai demorar dois a três anos e vai precisar de um investimento estatal entre os 200 e os 500 milhões de dólares.
Echazú sublinhou ainda que vai levar o tempo necessário na sua decisão para eleger a empresa que vai associar-se ao projecto de exploração de lítio no Uyuni mas alertou que, se as empresas não responderem positivamente aos requisitos do estado, não haverá sociedade.
O lítio está a ser bastante procurado sobretudo na indústria automóvel, uma vez que este metal faz parte da composição das baterias dos automóveis eléctricos.
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