Bill Caswell muda de opinião em relação à mobilidade eléctrica

Publicado em 25 de Julho de 2012 |

Mostramos aqui na semana passada o vídeo de Bill Caswell do Jalopnik a conduzir o BMW M3 eléctrico que irá fazer a subida de Pikes Peak. Segue-se o uma breve tradução do seu relato no referido blog:

Sempre que ouço alguém dizer “carros eléctricos são o futuro” eu só abano a cabeça e começo a rir. Claro, todos os carros a gasolina, milhões deles, junto com milhares de postos de combustíveis vão desaparecer da noite para o dia. E todas as lojas de escapes e centros de controlo de poluentes também!

Testei um BMW eléctrico estupidamente rápido, e agora acredito na mobilidade eléctrica.

E aí eu tento-me lembrar da última vez em que entrei em uma loja da Blockbuster e isso me convence que o mundo muda rápido. Eu aposto que motores a vapor desapareceram da mesma maneira. Porque dar a mínima para a água e calor quando se tem o combustível? E para levar isso ao próximo estágio, porque se preocupar com combustível quando se tem electricidade?

Se os carros eléctricos são um futuro imediato ou um sonho distante já não é mais relevante agora que eu pilotei uma BMW M3 eléctrico com 700 cavalos que me aterrorizou da melhor maneira possível.

Combustível é incrivelmente mais portátil que electricidade. Três quilos de combustível podem-te levar a quase 80km se você usá-los com cuidado. Quão longe você consegue ir com três quilos de electricidade? Bem longe. Mas o problema é que a coisa onde você a guarda pesa uma tonelada. Para 80km de alcance, você precisa de aproximadamente 160 quilos de bateria e sistemas electrónicos relacionados (usando o Leaf como exemplo). E depois você vai ter que recarrega-lo, o que leva a outros problemas.

Até que a infra-estrutura esteja no lugar para que nós possamos fazer coisas realmente úteis com carros eléctricos, parece que o lugar deles é nas competições, onde as regras podem ser adaptadas para acomodar as limitações actuais (e desenvolver soluções melhores). Pense em pequenos pulsos de energia, com uns 30 minutos. Como os carrinhos de controlo remoto que muitos usaram na infância. Eles tinham um alcance ridículo, mas durante os 30 minutos em que funcionavam você aproveitava cada instante.

No caso da EV West, 10 a 13 minutos. O que é tudo o que precisam para percorrer os 20 km da Pikes Peak International Hill Climb. Eu dividi espaço na oficina com a EV West e eles me deixaram pilotar o seu BMW modificado com 700 cavalos electrizantes. E como é?

Estranho. Rápido. Suave. Quieto. Ele avança. A sério. A potência vem de um jeito muito diferente de um motor a combustão. Você tem o mesmo binário a qualquer rotação, a qualquer velocidade, a qualquer hora que pisa no acelerador.
Mas a maneira suave como a potência é entregue foi o que mais chamou a minha atenção. Ela simplesmente flui.

A electricidade passa a sensação de uma estranha tracção “a água”. Como se a potência fosse feita com algo fluido ou macio como um elástico. Como se deus tivesse descido, dado corda no carro e soltado. Você pisa no acelerador e o carro avança. Resposta do acelerador é algo do passado. O mesmo para o som do escape acompanhando a subida de rotações até o ponto ideal. Isso é história também.

Mas em seu lugar você ganha 700 cavalos eléctricos e acesso a eles o tempo todo, a todo instante. Bem… até que as baterias precisem ser recarregadas para que o brinquedo volte a funcionar.

Isso também irá mudar…

E não se preocupe, eu os lembro a todo instante que não vão estragar o automobilismo com seus motores silenciosos, mas depois de andar no M3 eléctrico, eu acho que não me importo. Fico imaginando se vamos todos trocar nossos nomex por macacões de borracha à prova de choques eléctricos algum dia, mas até lá, corridas são corridas e não importa o que nos empurra, uma vez que você entra no carro é tudo a mesma coisa.

Aqui fica o vídeo novamente:

Fonte: Jalopnik

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