António Costa decidiu pelo aluguer de carros eléctricos

Publicado em 25 de Novembro de 2011 |

Não foi fácil a aprovação o concurso público para alugar entre 54 a 70 veículos ligeiros exclusivamente movidos a electricidade para a Câmara de Lisboa, uma operação que terá um encargo de 3,247 milhões de euros, pagos até 2017. Esta decisão tinha sido adiada na última reunião, em que alguns vereadores pediram mais informação sobre o assunto.

Na reunião realizada ontem, não houve consenso no próprio executivo: a votação ficou empatada – com os votos contra da oposição, exceptuando o PCP – e só o voto de “qualidade” do presidente permitiu aprovar o aluguer. Dois vereadores concertaram posições para a proposta não ser chumbada.

A Câmara de Lisboa fala na poupança de 173 mil euros anuais com combustíveis e na redução da frota em 48 veículos. Em declarações ao Negócios, o vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva, explicou por que votou contra. “Não estou de acordo com a forma como o processo foi conduzido nem com os pressupostos. Não se estudaram alternativas: num contexto de restrição financeira, não se discutiu se o dinheiro seria mais bem investido noutras áreas, como a gestão semafórica ou na zona de emissões reduzidas”, criticou, sublinhando não concordar que a mobilidade eléctrica tenha vantagens no “futuro imediato”.

Sá Fernandes, vereador do Ambiente Urbano, frisou ao Negócios que era preciso escolher entre “carros a gasóleo ou eléctricos”. Os veículos eléctricos “gastam menos” e garante-se a redução da frota, que ficará com 180 veículos ligeiros, destacou.

Nunes da Silva discorda e não percebe por que razão esta proposta foi apresentada por outro vereador. “O que Sá Fernandes sabe sobre isto é o que outras pessoas lhe transmitem”, sobretudo “pessoas claramente interessadas em defender determinado tipo de soluções”, afirmou. “Não estou a falar de corrupção, mas há interesses nesta área, é normal”.

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