Acordo da Nissan não dava garantias ao Estado

Publicado em 7 de Fevereiro de 2012 |

“O memorando assinado é um documento sem quaisquer garantias para o Estado”, avançou hoje ministro da Economia e Emprego no parlamento.

Álvaro Santos Pereira falava na Comissão de Economia e Obras Públicas sobre a suspensão do investimento previsto pela Nissan para a construção da fábrica de produção de baterias para veículos eléctricos em Cacia, em Aveiro.

A fábrica tinha capacidade instalada de 50 baterias e quatro linhas de produção. O investimento rondaria as 250 milhões de euros. Para Álvaro Santos Pereira, “a história é fácil de resumir. A empresa apresentou uma candidatura que foi aprovada. O memorando foi assinado, mas era pouco mais de um conjunto de condições sem garantias. E neste estava estipulado que a Nissan poderia alterar ou cancelar o investimento.”

Mais tarde o investimento foi reavaliado para 160 milhões e duas linhas de produção. Para o ministro esse foi um primeiro sinal de desinvestimento da parte da Nissan. Álvaro Santos Pereira diz que “o que sucedeu é que a Nissan chegou à conclusão de que as actuais fábricas chegam para responder à procura actual.

Basílio Horta, deputado socialista e ex-presidente da AICEP, explica que quando se assinou o memorando que demorou dois anos a negociar, falou-se com Carlos Tavares, vice-presidente da Nissan, trazer para Portugal este investimento.

“A EFACEC fez os postos eléctricos e já exportou 25 milhões de euros. Temos vários pontos de abastecimento eléctrico. Tudo isto levou a Nissan a pensar em Portugal”, diz Basílio Horta.

O deputado refere que “não assinámos o contrato porque assim iríamos dizer sim a tudo o que a Nissan queria e isso não era possível. Não houve desinvestimento pois eles investiram 10 milhões de euros. Espera-se que este investimento seja aproveitado pela Faurecia, uma fabricante de componentes automóveis.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *